Não ignore os desconfortos
- Ju Assis

- há 1 dia
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Muitas vezes, quando estamos em uma relação, seja de casal, família, amizade ou até no trabalho, sentimos desconfortos que parecem pequenos no começo, mas que vão crescendo dentro de nós.
Esses incômodos não estão ali por acaso. Eles são sinais. E todo sinal quer nos mostrar algo.
O problema é que, em vez de escutarmos esses sinais, nós os abafamos. Toleramos mais do que deveríamos, justificamos o outro, engolimos a raiva, a frustração ou a tristeza… até que isso começa a nos consumir por dentro.
Mas existe uma verdade simples: os limites das relações quem dá somos nós. Se não deixamos claro até onde vamos, o outro não vai adivinhar.
Se não "devolvemos" o que nos incomoda, corremos o risco de carregar fardos que não são nossos.
Devolver o desconforto não significa brigar, atacar ou romper. Significa se posicionar. É olhar para si e reconhecer: “isso me machuca”, “isso não cabe em mim”, “isso não é justo comigo”. É assumir a responsabilidade por colocar limites saudáveis, sem esperar que o outro mude espontaneamente.
Relacionamentos tóxicos ou desiguais só se perpetuam quando nos calamos diante daquilo que nos desequilibra.
Já quando nos posicionamos com clareza, duas coisas acontecem: ou o outro aprende a nos respeitar, ou a relação se transforma, às vezes até se encerrando. Mas, em qualquer dos casos, nós nos libertamos da prisão do silêncio.
Então, a reflexão de hoje é: quais desconfortos você tem carregado calado? E o que te impede de devolver esses pesos ao lugar de onde eles vieram?
Seja qual for a resposta, lembre-se: se posicionar é um ato de amor-próprio. É a forma mais madura de cuidar de si e, ao mesmo tempo, de ensinar ao mundo como você merece ser tratado.



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