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Infernos Conhecidos

Foto do escritor: Ju Assis
Ju Assis
7 de jul.
2 min de leitura

Existe uma tendência silenciosa dentro de nós:

a mente prefere um inferno conhecido a um paraíso desconhecido.


Pode parecer contraditório, mas faz todo sentido quando entendemos como funcionamos. O conhecido, mesmo que doa, traz previsibilidade.


E previsibilidade dá a sensação de controle.

E para a mente, controle significa segurança.


É por isso que muitas vezes repetimos comportamentos que nos machucam.

Relacionamentos que já provaram não funcionar. Padrões de autossabotagem.

Rotinas que nos esgotam.


Não porque gostamos de sofrer. Mas porque o sofrimento conhecido parece menos assustador do que a felicidade incerta.


O novo exige entrega. Exige abrir mão da identidade que já sabemos sustentar. Exige atravessar um período de instabilidade emocional. E isso ativa medo.


Então a mente sussurra:

“Fica aqui. Pelo menos você já sabe como lidar.”

E assim vamos permanecendo em lugares que já não nos cabem mais.


Mas existe um momento em que a consciência amadurece. Um momento em que a dor de permanecer começa a ser maior do que o medo de mudar.


E é aí que algo se transforma. Não porque o medo desaparece. Mas porque a clareza aumenta.


Você começa a perceber que segurança não é controle. Segurança é coerência interna.

E quando a consciência está pronta, o que antes parecia arriscado começa a parecer libertador.


Talvez hoje você ainda esteja sofrendo em um inferno conhecido. Perceba se consegue identificar o que te prende aí.


Pergunte-se:

eu estou aqui por escolha consciente

ou por medo da mudança?


A liberdade começa quando paramos de romantizar o sofrimento familiar

e assumimos a responsabilidade de construir algo novo.


O desconhecido pode assustar.

Mas ele também pode ser o único caminho para uma felicidade que você nunca experimentou.

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