As pessoas têm ritmos diferentes
- Ju Assis

- 2 de mar.
- 1 min de leitura
Quando a gente começa um processo de autoconhecimento, é comum sentir aquela vontade enorme de compartilhar tudo.
Cada descoberta, cada insight, cada técnica nova parece tão transformadora que a gente pensa: “Todo mundo precisa saber disso!”
Mas aqui está um ponto delicado: esse entusiasmo, quando não é dosado, pode acabar se transformando em imposição.
Queremos arrastar as pessoas ao nosso redor, convencer familiares, amigos ou parceiros a mergulharem no mesmo caminho.
E quando eles não demonstram o mesmo interesse, vem a frustração. O problema é que, sem perceber, podemos adotar uma postura de arrogância espiritual ou emocional.
Isso acontece quando começamos a achar que porque estamos lendo mais, refletindo mais, ou olhando pra dentro, estamos “na frente” dos outros. E assim cria-se distância, geramcríticas, e muitas vezes quebra vínculos que são importantes pra nós.
A verdade é que cada pessoa tem seu próprio tempo.
Não é porque você está se aprofundando agora que o outro precisa acompanhar no mesmo ritmo.
Exigir isso é desrespeitar a individualidade e o processo do outro.
O que realmente inspira não é o discurso, mas o exemplo silencioso.
Quando alguém percebe que você está mais serena, mais presente, mais consciente, naturalmente vai se sentir curioso ou até inspirado a buscar também.
E isso é muito mais poderoso do que qualquer imposição.
Então, o convite de hoje é esse:
Seja paciente.
Respeite o tempo de quem está ao seu lado.
E lembre-se de que autoconhecimento não é sobre se colocar acima de ninguém, mas sobre aprender a se relacionar melhor — com você mesma e com os outros.




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