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A linha tênue entre Generosidade e Autoabandono

  • Foto do escritor: Ju Assis
    Ju Assis
  • 10 de fev.
  • 1 min de leitura

Ser generoso é uma das virtudes mais bonitas que alguém pode ter. Mas existe um limite muito tênue entre ser generoso… e se abandonar.


Muitas vezes, achamos que estamos sendo bons, disponíveis, empáticos, quando, na verdade, estamos apenas com medo.


Medo de decepcionar.

Medo de perder o amor do outro.

Medo de sermos vistos como egoístas.

E assim, vamos dizendo “sim” para situações desconfortáveis, quando deveríamos dizer "não".


Vamos nos sobrecarregando para sustentar vínculos que já não são recíprocos. Nos calando para não gerar conflito.


E com o tempo, o preço disso aparece: esgotamento emocional, mágoa, ressentimento, e uma sensação profunda de não sermos vistos. Mas na verdade, fomos nós que deixamos de nos ver primeiro.


O autoabandono se disfarça de generosidade quando por trás dele existe uma tentativa de ser amado a qualquer custo, de ser reconhecido como alguém admirável, que está sempre ali, prestativo, que aguenta tudo.


Só que nesse processo, ninguém fica sem se perder um pouco no caminho. Porque a verdadeira generosidade não é se doar até o limite, é compartilhar o que transborda.


É saber dizer “sim” com o coração inteiro, e “não” com a mesma honestidade. Quando precisamos nos anular para manter uma relação, esse vínculo já está desequilibrado.


Amor, amizade e respeito genuínos não exigem que a gente se diminua.


O convite para você que está lendo essa reflexão é esse:

perceber onde sua generosidade virou autoabandono.


E começar a praticar a generosidade mais difícil e mais curadora de todas,

a de ser leal a si mesmo.

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