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A Arte de abrir mão

  • Foto do escritor: Ju Assis
    Ju Assis
  • 7 de abr.
  • 2 min de leitura

Hoje eu quero te convidar a refletir sobre uma frase simples, mas que carrega uma sabedoria profunda. Rubem Alves disse:

“Não há tempo para tudo. É necessário aprender a arte de abrir mão para que possamos nos dedicar ao que realmente importa.”


E é curioso como, na correria da vida moderna, essa verdade parece ficar cada vez mais distante. Vivemos correndo para cumprir tarefas, atender expectativas, acumular funções… e, muitas vezes, tentando provar para nós mesmos que damos conta de tudo.


Mas essa ânsia de querer tudo, de ser tudo, de abraçar tudo, vai nos consumindo por dentro.

É como tentar segurar água nas mãos: quanto mais força fazemos, mais rápido escapa.


O que Rubem Alves nos lembra é que não é falta de capacidade, é falta de prioridade.

O tempo não é elástico.

A nossa energia não é infinita.

E, por mais que a gente tente, viver no “modo acúmulo” só nos leva à exaustão.


Aprender a abrir mão também é sabedoria.

É escolher com consciência. É selecionar o que merece a sua presença, a sua atenção, o seu coração. E talvez você precise ouvir isso hoje:

Você não precisa dizer “sim” para tudo.

Você não precisa estar em todos os lugares.

Você não precisa abraçar tudo ao mesmo tempo.


Porque quando você tenta viver para tudo, você não vive plenamente para nada. A vida que achamos ser a certa, nos faz acreditar que “mais” é sempre melhor. Mais produtividade, mais compromissos, mais respostas rápidas, mais metas, mais conteúdo, mais resultados.


Só que sempre “mais” é o que pode estar pesando.


E, quando essa ideia não é questionada, pode nos afastar daquilo que realmente importa.


Então hoje, pense um pouquinho:

• Quais tarefas, relações ou expectativas você está carregando apenas por hábito, e não por propósito?

• O que você insiste em segurar, mas que já não faz sentido para a pessoa que você está se tornando?

• O que poderia sair da sua vida… para que a sua vida finalmente entre?


Abrir mão não é perder.

É escolher com lucidez.

É criar espaço.

É honrar-se.


Muitas vezes, o que falta não é tempo.

É coragem para assumir que algumas coisas já cumpriram seu ciclo.


Que essa semana você experimente a leveza da seleção. Que você retire o excesso para revelar o essencial!

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